Haicai, Verso e Prosa

Letras e Sentimentos

Meu Diário
08/07/2020 22h53
Histórias e fotos - capítulo I

Histórias e fotos

Capítulo I – 1ª carteira de estudante (recuperada)

Na década de 40, ou anos 40, em plena Segunda Guerra Mundial, no município de Itapecuru Mirim, na localidade Mata, o casal que se casara em 1934, alheio ao que acontecia no mundo, recebia seu sexto filho, no dia 10 de maio de 1944, às dezesseis horas. Em 1949, ao final da década já ganhara mais dois filhos e a mulher estava grávida do nono. Rosenda e Euzébio começaram a planejar a mudança para a cidade, a fim de que os filhos em idade escolar estudassem em uma escola regular.Conseguiram uma casa na Trizidela e mudaram em janeiro de 1950.

Na década de 50 a mulher já conquistara muitas coisas mas, ainda acumulava as funções de dona-de-casa, esposa e mãe.

Em nossa querida Itapecuru, não era diferente do resto do mundo. Sem escolas além do primário as mães preparavam as filhas para serem donas de casa. Os pais que tinham condições financeiras suficientes mandavam os filhos estudarem na capital e até em outro Estado ou país.

Após concluir o primário em 1959 e fazer o preparatório para o exame de admissão, com o professor João Rodrigues, tendo meu pai como aliado, fui para São Luís morar com uma tia para fazer o ginásio. Mas, não queria sobrecarregá-los com as despesas que isso ia gerar. Sem eles saberem arranjei um emprego no comércio e passei a estudar a noite. Quando os dois descobriram queriam-me de volta à casa paterna. Consegui convencê-los de que precisava continuar estudando.

Esta foto foi feita para minha carteira de estudante, em março de 1960, faltando dois meses para os dezesseis anos. Concluído o ano letivo, meu primo, José de Arimateia, filho da minha tia Maria Matos de Sousa, irmã da minha mãe, pediu-me a carteirinha de lembrança. Deixei com ele.

Passado algum tempo, minha tia mudou-se para Recife. Passei anos sem saber notícias deles e esqueci a tal carteira. Casei-me, fui com a família para São Paulo, depois para Santa Catarina. Lá fiz o curso de Letras e após dez anos voltei para São Luís.

Numa viagem de estudos com a equipe pedagógica do Colégio Marista, em Recife, visitei os parentes que já não via há quase 20 anos. Na ocasião fiquei sabendo que meu primo falecera em um acidente. Minha tia me entregou um envelope: Isso é teu e de Maria. É a tua carteira de estudante e uma foto da tua irmã.

Abri o envelope, lá estava minha velha carteirinha de estudante da primeira série do ginásio, no Colégio São Luís, com uma foto 2x2. A única que me restara até aquela idade, após uma enchente que invadiu a nossa casa.

A foto era pequenina e estava muito danificada, mesmo assim guardei. Em 2001, quando escrevi meu livro “Trajetória” queria uma foto da época em que conhecera Amilcar, meu primeiro marido, só tinha aquela. Mandei ampliar numa casa de fotos e coloquei ao lado da foto dele quando chegou ao Brasil. Apesar do esforço do editor para melhorá-la, continuava com as marcas do tempo.

Há dez anos, minha neta caçula recuperou a foto que está no perfil.

-

Praia do Anil, 30 de junho de 2020.

Benedita Silva de Azevedo.

www.beneditaazevedo.com

 

 

 

 


Publicado por Benedita Azevedo em 08/07/2020 às 22h53
Copyright © 2020. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
21/06/2020 16h33
Meus Haicais enviados para o ICBJ- RJ - Instituto Cultural Brasil Japão

 

Meus haicais enviados para o ICBJ- RJ (Instituto cultural Brasil Japão).

Dia do Nikkei

 

1- Perseverança –

-

Após tanto tempo

à espera da lua cheia...

Ei-la entre as nuvens.

 

Muita paciência

em tempos de corona vírus...

Fique em casa!

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2 - Integridade

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A luta da vida

não admite talvez—

Foco e coerência.

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Mendigo devolve

bolsa com dez mil reais...

caída na rua.

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Se os netos   mentirem,

adeus credibilidade –

Avó exigente.

-

Cadela e os filhotes

Sob o mesmo cobertor

junto com  mendigo.

-

3- Coletividade

-

As aulas gratuitas

de haicai feitas nos grêmios...

satisfação “ no dô.

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Colheita do trigo,

do cacho ao consumidor.

pão para todos.

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Cooperativa –

Cada um com seu trabalho

para o bem de todos.

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Tal as formigas

Que trabalham em pelotão...

sociedade produtiva.

-

ATENÇÃO!

Estes 2 haicais da minha autoria foram glosados e,  aparece em live do dia do Nikkei com autoria de outa pessoa, assim:

Tal as formigas

que trabalham em pelotão...

para o bem de todos.

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Colheita de arroz

em grandes mulherões –

Todos por todos!

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4 - Respeito:

-

Já aposentado...

Professor reúne alunos

para o kendai.

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Visita ao asilo...

Ler, ouvir as histórias

e sorrisos de idosos!

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Dia de finados—

Flores, orações e lágrimas

na campa dos pais.

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Silêncio da tarde –

Para saudação ao mestre

canto da cigarra

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Arrastão no mar –

Dois homens devolvem à água

pequenos siris.

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Culto das imagens –

O turista esqueceu-se

do seu veranear.

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5 – Gratidão

 

Garoa insistente –

Abraçadinho na rua

Casal de idosos.

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Ao romper da aurora

O sabiá dobra seu canto –

Só isso me basta.

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Domingo de Ramos –

A procissão acompanha

O padre e a Santa.

 

6 - Gentileza

Noitinha invernal—

A neta faz chá de hortelã

para o avô.

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Semente de cravo

Chegando pelo correio

Presente da amiga.

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Tarde primaveril –

O carteiro também trás

Um largo sorriso.

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7- Educação

-

Início das aulas –

Com o sorriso dos mestres

os pais se despedem.

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Livro e borboleta

abertos na escrivaninha –

Convite à leitura.

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Responsabilidade

-

Varando a noite

estuda pro vestibular...

A neta caçula.

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Praia de Mau-a, Magé – RJ

08 de junho de 2020.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Publicado por Benedita Azevedo em 21/06/2020 às 16h33
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17/09/2019 02h43
EDITAL DE PUBLICAÇÃO -

 

ACLAM - Academia de Ciências, Letras e Artes e Magé

Fundada em 24 de setembro de 2011.

Casa de Aluísio Azevedo e Ney de Lima.

CELEBRANDO A CULTURA DE MAGÉ

.

CAROS CONFRADES E CONFREIRAS DA ACLAM!

 

Vamos celebrar a “Cultura Mageense” em prosa, verso e arte. Uma antologia, onde você poderá escrever sobre sua cidade, sua história, sua gente, seus artistas, seus escritores...

-

1. Faremos 100 livros: 16x23 papel pólen, capa 4 cores, 100 páginas. Com ISBN e código de barras.

2. Quem pode participar? Autores da ACLAM.

3. Cada página custará 30,00. O mínimo são 2 páginas para cada autor. Uma para foto e biografia e outra para o texto. O autor receberá 2 livros por página.

4. Texto em prosa: 32 linhas por página: conto, crônica, histórico e/ou letra de música.

5. Poesias: qualquer forma de poesia, também com, no máximo, 32 linhas.

6. Por este preço, o livro poderá ter foto de trabalhos somente em preto e branco.

7. Tema livre. Vetado (política e pornográfico)

8. São 50 páginas disponíveis para os autores. Nas 50 restantes  publicaremoa o histórico dos 8 anos de fundação da ACAM (por Benedita Azevedo).

9.  Data para envio do material, até 15 de outubro 2019  pelo e-mail: benedita_azevedo@yahoo.com.br

10. Lançamento dia 21 de dezembro - NO ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO

LOCAL: Rua Carlos Franco, 179, Praia de Mauá, Magé-Rj, às 12horas

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Conta / depósito para a antologia.

BRADESCO

Agência 1546-6

C/c 10332-2

(Benedita Silva de Azevedo)

Envie o comprovante pelo Messenger ou  WHATSAPP

-

Praia do Anil, 21/07/2019

Benedita Azevedo

(Presidente do Conselho de recuperação da ACLAM)

 


Publicado por Benedita Azevedo em 17/09/2019 às 02h43
 
21/05/2019 19h50
Reunião da ACLAM - junho

ACADEMIA DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES DE MAGÉ

FUNDADA EM 11 DE SETEMBRO DE 2011

Casa de Aluísio Azevedo e Ney  de Lima

***

Caros confrades e confreiras da ACLAM!

Nossa próxima reunião será dia 1º de junho, sábado, às 1400h; 

Local: Museu Mariângela Yanase;

Endereço: Rua da Assembléia, 127, Cachoeira Grande, Rio do Ouro, Magé-RJ

***

Pauta da Reunião:

1. Precisamos saber quem realmente está interessado em continuar!

 Pertencer a uma “Academia de Ciências, Letras e Artes", não acontece toda hora. Por isso quem conseguiu deve se esforçar para não perder essa oportunidade.

2. Se você for continuar vista a camisa e participe de verdade!  As atividades visarão sempre a divulgação da cultura Mageense.  Já fazemos isso em todas as atividades e prêmios que  recebemos. Magé está sempre em evidência.

3. Reformulação do Estatuto e Regimento Interno. 

4. No  oitavo  ano de fundação da ACLAM, dia 24 de setembro, faremos uma grande comemoração para redistribuição das cadeiras e posse de novos acadêmicos. Todos receberão novos diplomas.

Como a data é na 3ª feira, devemos escolher 21 ou 28 de setembro.

 

5. Temos grandes projetos para nossa Academia.

VAMOS JUNTOS TRABALHAR PELA GRANEZA DA ACLAM E DA CULTURA DE MAGÉ!

 

Praia do Anil, Magé, 21/05/2019

Benedita Azevedo

Presidente da Comissão de restauração

 


Publicado por Benedita Azevedo em 21/05/2019 às 19h50
 
26/07/2018 21h57
Como surgiram os Grêmios de Haicai Sabiá e Águas de Março?

I Parte - texto 1

.

Histórico dos Grêmios de Haicai Sabiá e Águas de Março.

(Por Benedita Azevedo)

 

     Tudo começou quando em 2000, lancei meu primeiro livro “Voltando a viver”. Fiz vários lançamentos no mês de julho. No início do segundo semestre fui surpreendida em sala de aula por um chamado da diretora Maria Aparecida Alonso, à secretaria.

      A secretária portadora da missiva ficou com os alunos enquanto eu seguia, um tanto preocupada com tal convocação. A diretora foi ao meu encontro na porta da sala, me pegou pela mão e me conduziu ao fundo da sala e me apresentou a um senhor baixo, cabelos grisalhos, com meu livro na mão:

         - Professora este é o escritor José Inaldo Alonso, da Academia Niteroiense de Letras e da Academia Mageense de Letras. Ele leu seu livro e que conhecê-la. Leve-o até a sala dos professores e fiquem à vontade.

         Ele se apresentou como professor de história aposentado e escritor. Disse que gostara do meu livro e viera de Niterói a Magé me fazer o convite a participar do Grupo Mônaco de Literatura. As reuniões seriam aos sábados das 10:00 às 12:00h, na Papelaria Ideal.

         Ao comparecer à reunião, soube que teria o lançamento do livro da escritora Lena Jesus Ponte: “Na trança do tempo”- haicai, na semana seguinte. Nunca tinha lido um haicai. Conhecia apenas a definição: poema de forma fixa, composto  em 3 versos e 17 sílabas.

         Ganhei do José Alonso um livro de presente, com a dedicatória da autora. Em casa li todos os poemetos e gostei muito. Mas quando li, ao final, o texto “Uma poesia Imigrante”, senti que estava na minha área preferida: História da Literatura. A forma e o metro, Pimentel fez questão de explicar. O primeiro exemplo que aparece no pequeno ensaio é o de Guilherme de Almeida:

O haicai

Lava, escorre, agita

A areia. E enfim, na bateia,

Fica uma pepita.

 

Logo adiante surgia o de Matsuo Bashô, com essa tradução. Eu não conhecia o autor, nem o haicai:

 

Na velha lagoa

Pro fundo uma rã mergulha.

Barulho das águas.

 

A seguir, o haicai de Antônio Luís Pimentel, a mais bela definição de haicais que conheço:

 

Que é um haicai?

É o cintilar das estrelas

Num pingo de orvalho.

 

Gostei dos haicais da Lena, especialmente deste:

 

Tece a aranha a teia.

A trama do seu tecido

A tudo se liga.

 

     Na mesma data, ganhei de Luiz Antônio Pimentel, o livro de Vinicius Sauerbronn “Poesia budista” no qual consta o  artigo “Gênese do haicai”  de Pimentel.

 

Neste estudo ele fala da waka, poesia típica que vem desde a era dos deuses (Kamiyo-Jidai), quando o Japão era todo um céu. Foi sem dúvida alguma, Susano-Wo-no-Mikoto, irmão do Deusa Sol, fundadora do império do Sol Nascente, quem compôs a primeira waka que não se perdeu através dos séculos.

         Assim falou o primeiro poeta que a história do Japão consagrou:

 

“Yagumo tatsu

Izumo yaegaki

Tzumagomi ni

Yaegaki tsukuru

Sono Yaegaki wo”

 

Ou seja em português:

 

“Andei oito nuvens

Até as terras de Izumo...

Ergui oito muros

- um castelo de oito muros,

Para guardar minha amada.

 

     A waka, que tem na parte superior versos de cinco, sete, cinco sílabas, e na parte inrerior, dois vrsos de sete, somando ao todo trinta e uma sílabas, é também chamada Shikishima-no-michi, que quer dizer: à maneira de Shikishima (nome antigo do Japão, ou anida Yamato uta, poema japonês.

 

     Há mais de mil e cem anos foi publicada a primeira obra clássica de waka, intitulada Manyo-shu, primorosa coletânea de poesias feitas por de todas as castas, desde imperadores até soldados e agricultores, que ainda em nossos dias é editada, lida e comentada pelo seu grande valor como documento histórico. Os poetas máximos dessa época foram Hitomaro, Akahito, Okura, Yakamochi e outros.

     Mais tarde, na Era do Imperador Daigo (ano 922 da nossa era) foi compilada uma outra coletânea, ou melhor, uma antologia não menos notável, intitulada Kokin-shu (coletânea de antigas e novas wakas), de onde selecionaram os cem poemas célebres que estão ornamentando as cartas usadas para jogar durante os dias festivos do Ano-Novo no Japão.

     Essa nova obra veio enriquecer sobremaneira a poesia japonesa, lançando nomes como Tsurayuki, Narahira e a poetisa Komachi que marcou época no Império das Cerejeiras em Flor, ficando famosa, não somente pelo seu talento invejável, pela sua inspiração divina, mas, principalmente, por sua incomparável beleza. Seu nome ainda hoje no Japão é empregado como sinônimo de mulher bela e talentosa.

     Daí por diante, várias séries de waka, surgiram, mas já sob o controle do Governo, sem contudo lograr o sucesso marcante, definitivo, absoluto, das publicações anteriores.

     Na Era Meiji, em que o imperador só de 1893 a 1901 produziu nada menos que 27.000 wakas, surge Shiki Massaoka, dando novos rumos, emprestando à waka novas normas, afastando-a um pouco dos moldes demasiadamente clássicos, cristalizados, viciados,  gastos através dos séculos. Foi quando se projetou a famosa poetisa Akiko e o poeta Takuboku liderando outros nomes que, igualmente, ficaram gravados para sempre na história da poesia japonesa.

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     A minha convivência com Antônio Pimentel, no Grupo Mônaco, e a leitura desses dois primeiros livros onde conheci o assunto foram o início do meu interesse pelo haicai. Mas, como ainda lecionava 60h/aula por semana, não pude dedicar-me como gostaria. Entretanto, comecei a escrever meus tercetos  e mostrar a ele, que lia e conferia as sílabas.  Lancei meu primeiro livro, sem ainda conhecer a cultura do kigo.

     Luiz Antônio Pimentel tornou-se um grande amigo. Foi ele quem me falou do Nippo Brasil e me passou o endereço eletrônico da coluna para enviar os haicais: zashi@nippobrasil.com.br

     Em 30 de maio de 2004, com o kigo “Arrebol de outono”, foram publicados meue primeiros haicais:

 

Início da noite.

Na esquina da praia

o arrebol de outono.

 

Praia de Mauá.

O arrebol de outono vê-se

No espelho das águas.

 

Em maio de 2005 foram publicados mais dois dos meus haicais:

 

Nas flores do beijo,

Gotas de orvalho cintilam

Logo de manhã.

 

Na casca do milho,

Para o café da manhã

Gostosas pamonhas.

 

Nunca mais parei de compor haicais tradicionais ou clássicos. E criei o “Projeto Haicai na Escola” lançado em outubro de 2004, para levar o haicai às crianças. (Próxima publicação)

Inverno de 2018

EMI (恵美)Benedita Azevedo

 

 


Publicado por Benedita Azevedo em 26/07/2018 às 21h57
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